quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Evento discute uso da arte sacra para favorecer ambientes de oração

A partir desta quinta-feira, 26, cerca de 150 arquitetos, engenheiros e profissionais envolvidos em reformas e construções de igrejas participam do 9º Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra, promovido pela Comissão Pastoral de Liturgia da CNBB. O evento acontece em Porto Alegre (RS) até domingo, 29.

O tema deste ano é "Antropologia e Liturgia", temática fundamental, segundo o membro da Comissão de Liturgia, Frei Faustino Paludo. "O homem cria e recria seu espaço, mas precisa de um lugar para o encontro com seu criador, e do criador com o ser humano. E a liturgia tem uma relação com o lugar, o espaço, pois ali se torna um lugar da manifestação do Senhor".

Frei Faustino recordou que, hoje, já se tem conhecimento de que o ambiente interfere em uma assembleia. "Todo espaço liturgico é mistagógico por si mesmo, ou seja, nos conduz e nos introduz no mistério de Deus. E o jeito como é decorado, a distribuição dos elementos, a sua construção física, naturalmente te conduz ao encontro com o mistério, ou não. Pois, às vezes pode atrapalhar também. Por exemplo, um espaço muito cheio de coisas, tira a gente do essencial, dispersa", explicou.  

Diante dessa realidade, a CNBB procura auxiliar esses profissionais que projetam e edificam as igrejas, dando-lhes uma orientação litúrgica, teológica e pastoral. "Para que o templo se torne funcional, em favor das celebrações litúrgicas, da acolhida das pessoas e, sobretudo, do clima orante e do clima com o encontro com o mistério de Deus".

Dentro da programação do encontro, serão realizadas palestras e oficinas sobre iluminação de igrejas, patrimônio histórico (IPHAN), comissão de arte sacra, normas de segurança em espaços públicos, a organização do espaço de celebração e uma visita às ruínas de São Miguel, em Santo Ângelo (RS).

Atualmente, o encontro acontece a cada dois anos, em diferentes cidades do País. O primeiro, foi em 1996, por iniciativa de Dom Geraldo Lyrio Rocha, durante o Congresso Eucarístico Nacional em Vitória (ES). Dando continuidade à iniciativa, hoje há uma equipe, chamada "Comissão de arte sacra e espaço litúrgico", que cuida desse setor ligado à Comissão de Pastoral Litúrgica da CNBB. 

Para os interessados em aprofundar o conhecimento, Frei Faustino indica o recém-lançado documento de estudos da CNBB, nº 106, com o título "Orientações para projeto e Construção de Igrejas e disposição do Espaço Celebrativo". 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

"O olhar de Jesus transforma a nossa vida": afirma o Papa na Casa Santa Marta


Deixemo-nos olhar por Jesus, o seu olhar transforma a vida: foi o que disse o Papa Francisco esta manhã, durante a Missa na Casa Santa Marta, comentando o Evangelho que narra a conversão de São Mateus, cuja memória celebramos hoje.

Jesus olha Mateus nos olhos, um cobrador de impostos, um pecador público. O dinheiro é a sua vida, o seu ídolo. Mas agora, afirma o Papa, sente “no seu coração o olhar de Jesus dirigido a ele”:

E aquele olhar o envolveu totalmente, transformou a sua vida. Nós dizemos: o converteu. Assim que viu aquele olhar, levantou-se e o seguiu. E isso é verdadeiro: o olhar de Jesus sempre nos levanta. Um olhar que nos leva para cima, que jamais nos abandona. Jamais humilha. Convida a levantar-se. Um olhar que leva a crescer, a ir avante, que encoraja, porque nos quer bem. 

O olhar de Jesus, explicou o Papa, não é algo de mágico: Jesus não era um especialista em hipnose. “Jesus olhava para cada um e eles sentiam como se Jesus dissesse o nome… Assim mudou Pedro e o Bom Ladrão. Nos fará bem pensar, rezar sobre este olhar de Jesus. Ele vai à casa de Mateus e enquanto se senta à mesa, chegam muitos publicanos e pecadores, porque a voz tinha se espalhado. E toda a sociedade – não a sociedade limpa – se sentiu convidada à aquela refeição:

Os pecadores, publicanos ouviam... Mas Jesus tinha olhado para eles, e aquele gesto, creio eu, foi como um sopro sobre a brasa, que lhes restituiu a dignidade. O olhar de Jesus sempre nos faz dignos, nos dá dignidade. É um olhar generoso. 

“Todos nós na vida – concluiu o Papa, sentimos este olhar, e não somente uma vez: tantas vezes! Talvez na pessoa de um sacerdote que nos ensinava a doutrina ou nos perdoava os pecados … talvez na ajuda de pessoas amigas”:

Mas todos nós nos encontraremos diante daquele olhar, aquele olhar maravilhoso. E vamos avante na vida, na certeza de que Ele nos olha. Mas também Ele nos espera para nos olhar definitivamente. E aquele último olhar de Jesus sobre a nossa vida será para sempre, será eterno. Eu peço a todos esses santos que foram olhados por Jesus que nos preparem a deixar-nos olhar na vida, e que nos preparem também para aquele último – e primeiro! – olhar de Jesus”.

domingo, 22 de setembro de 2013

ORAÇÃO DA NOITE

Boa noite Pai. Termina o dia e a ti entrego meu consaço.
Obrigado por tudo e... perdão.
Obrigado pela esperança que hoje animou meus passos, pela alegria que vi no rosto das crianças;
Obrigado pelo exemplo que recebi daquele meu irmão;
Obrigado  também por isso que me fez sofrer...
Obrigado porque naquele momento de desânimo lembrei que tu és meu Pai; Obrigado pela luz, pela noite, pela brisa, pela comida, pelo meu desejo de superação...
Obrigado, Pai, porque me deste uma Mãe!
Perdão, também, Senhor!
Perdão por meu rosto carrancudo;
Perdão porque não me lembrei que não sou filho único, mas irmão de muitos; Perdão, Pai, pela falta de colaboração e serviço e porque não evitei aquela lágrima, aquele desgosto;
Perdão por ter guardado para mim tua mensagem de amor;
Perdão por não ter sabido hoje entregar-me e dizer: "sim", como Maria.
Perdão por aqueles que deviam pedir-te perdão e não se decidem.
Perdoa-me, Pai, e abençoa os meus propósitos para o dia de amanhã, que ao despertar, me invada novo entusiasmo; que o dia de amanhã seja um ininterrupto "sim" vivido conscientemente.
Boa noite, Pai. Até, amanhã.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

"Palavra de Deus deve ser a alma de tudo o que somos", diz bispo


A Palavra de Deus deve ser a alma de tudo o que somos e fazemos". A afirmação é de Dom Jacinto Bergmann, Arcebispo da Arquidiocese de Pelotas (RS) e presidente da Comissão Episcopal Bíblico-Catequética da CNBB. 

Especialmente neste mês dedicado a Bíblia, o arcebispo defende que a Palavra de Deus deve ser o "centro" da vida do cristão. Esse é o tema do Canção Nova em Foco desta semana.

Para Dom Jacinto, há uma diferença notável entre ter acesso à Palavra de Deus e ter acesso ao livro da Bíblia. Ele explica que é possível viver a Palavra de Deus, mesmo sem ter a Bíblia nas mãos. Como exemplo, o arcebispo cita os grupos bíblicos. "Nós temos no Brasil afora grupos bíblicos em que as pessoas não tem o livro da Bíblia na mão, mas tem de fato a presença da Palavra de Deus, porque se reúnem em torno de um texto bíblico e fazem a leitura orante da Palavra de Deus".

O Arcebispo destaca que quando as pessoas se reúnem em comunidade, a Palavra de Deus se torna fácil. "Muitas vezes achamos que a Palavra de Deus é complicada, ela não é não, eu sempre digo que a Palavra de Deus é a Palavra de Deus e, Deus é Pai, e quer falar para seus filhos. Deus não complica para falar com seus filhos". 

Dom Jacinto destaca porém uma atitude necessária por parte do cristão: abertura à Palavra. O arcebispo conta que gosta de recordar a oração de Jesus que está no Evangelho de Lucas 10, 21: "Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondestes essas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos pequeninos". E explicou que, "os entendidos que Jesus disse são aqueles que usam só a razão, bom, se eu uso só a razão, aí Deus não consegue falar. Então, ser simples e pequenino é a gente deixar Deus falar sim à nossa razão, mas, ao nosso coração", explica.

O amor do arcebispo pela Palavra de Deus veio de sua mãe e o testemunho dela, é para Dom Jacinto uma prova de como Deus se revela aos humildes. "A mãe sabia ler a Palavra de Deus na vida, mesmo sendo analfabeta. Nunca conseguiu ler o livro da Bíblia, mas acolhia a Palavra de Deus na vida e colocava isso em comunhão".

Dom Jacinto fala ainda sobre as diferentes traduções da Bíblia, explica que quem segue a Palavra de Deus é feliz e pede que vivamos intensamente o mês da Bíblia, mas não somente o mês, "que a Palavra de Deus seja realmente a alma de tudo que somos e fazemos", pede Dom Jacinto.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Papa destaca maior necessidade da Igreja nos dias de hoje

 Papa Francisco afirmou em uma longa entrevista divulgada nesta quinta-feira, 19, que a maior necessidade da Igreja hoje é a "capacidade de curar as feridas e de aquecer o coração dos fiéis". Em entrevista exclusiva à Revista jesuíta italiana La Civiltà Cattolica, o Santo Padre afirmou que sonha como uma "Igreja Mãe e Pastora". "Os ministros da Igreja devem ser misericordiosos, tomar a seu cargo as pessoas, acompanhando-as como o bom samaritano que lava, limpa, levanta o seu próximo. Isto é Evangelho puro. Deus é maior que o pecado", destacou.

Acesse.: Leia a entrevista completa disponibilizada no site dos jesuítas, em português.

Francisco disse ainda que, por vezes, a Igreja encerrou-se em pequenas coisas e preceitos, porém, o mais importante é o primeiro anúncio: "Jesus Cristo salvou-te". Portanto, segundo o Pontífice, a atitude é a primeira reforma necessária na Igreja, e as reformas organizativas e estruturais são secundárias.  

"Os ministros do Evangelho devem ser capazes de aquecer o coração das pessoas, de caminhar na noite com elas, de saber dialogar e mesmo de descer às suas noites, na sua escuridão, sem perder-se. O povo de Deus quer pastores e não funcionários ou clérigos de Estado. Os bispos, em particular, devem ser capazes de suportar com paciência os passos de Deus no seu povo, de tal modo que ninguém fique para trás, mas também para acompanhar o rebanho que tem o faro para encontrar novos caminhos", enfatizou.

O Santo Padre falou também de temas complexos como o aborto e uniões homossexuais. Francisco recordou que, em Buenos Aires, recebia cartas de pessoas homossexuais que sentiam-se condenadas pela Igreja. "Mas a Igreja não quer fazer isso", explicou. E recordou que, em sua viagem de retorno do Rio de Janeiro, disse que se uma pessoa homossexual é de boa vontade e está à procura de Deus, ele não seria "ninguém para julgá-lo". 

"É necessário sempre considerar a pessoa. Aqui entramos no mistério do homem. Na vida, Deus acompanha as pessoas e nós devemos acompanhá-las a partir da sua condição. É preciso acompanhar com misericórdia. Quando isto acontece, o Espírito Santo inspira o sacerdote a dizer a coisa mais apropriada. Esta é também a grandeza da confissão: o fato de avaliar caso a caso e de poder discernir qual é a melhor coisa a fazer por uma pessoa que procura Deus e a sua graça". 

O Pontífice afirmou o mesmo em relação às mulheres que cometaram aborto. E complementou: "Não podemos insistir somente sobre questões ligadas ao aborto, ao casamento homossexual e uso dos métodos contraceptivos. Isto não é possível. Eu não falei muito destas coisas e censuraram-me por isso. Mas quando se fala disto, é necessário falar num contexto. De resto, o parecer da Igreja é conhecido e eu sou filho da Igreja, mas não é necessário falar disso continuamente". 

Na entrevista, realizada em três encontros no mês de agosto com o padre jesuíta Antonio Spadaro, especialista em comunicação e diretor da revista italiana La Civiltà Cattolica, Papa Francisco falou ainda, entre outros assuntos, sobre o que pensa de si mesmo, sua experiência a frente da Igreja, sua vocação jesuíta e sobre o rumo que pretende dar à Igreja em seu Pontificado. 


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Médicos católicos discutem em Roma importância da maternidade

Começou nesta quarta-feira, 18, em Roma, o X Congresso Internacional sobre catolicismo e acompanhamento  materno. O evento promovido pela Federação Internacional dos Médicos Católicos, tem o patrocínio da Pontifícia Academia para a Vida. 

“A nova Evangelização, as práticas obstétricas, e cuidados com as mães”, é o tema do evento que reúne cerca de 100 profissionais da saúde provenientes dos cinco continentes. O Congresso está inserido nas comemorações dos 25 anos da Encíclica “Mulieris Dignitatem”, documento do Papa João Paulo II, destinado às mulheres. 

"Para apreciar a importância da maternidade no mundo contemporâneo é necessário antes de tudo que os obstetras católicos sejam competentes, não só do ponto de vista médico, mas também no âmbito social e legal para ajudar as futuras mães", aponta a organização do evento. 

Segundo nota do Congresso, os médicos católicos devem ser convencidos de que os ensinamentos da Igreja sobre a ética não são apenas verdadeiros, mas são em primeiro lugar  para o benefício dos pacientes. 

A nota destaca ainda, que os obstetras devem ter competência, convicção, sentido de comunidade e compaixão no cuidado com as mães. “A maternidade é essencial para  a constituição de cada sociedade”, conclui a nota. 


terça-feira, 17 de setembro de 2013

Padre reflete sobre verdadeiro espírito da Liturgia


Continuando o esforço necessário para enraizar a liturgia romana nas várias culturas, os bispos, assistidos por pessoas competentes e fiéis às orientações do Magistério que dizem respeito à disciplina da Igreja universal, devem cuidar em conservar sempre o “verdadeiro e autêntico espírito da Liturgia, no respeito à unidade substancial do Rito romano, expressa nos livros litúrgicos” .


Alguns elementos de reflexão antes de tudo acerca do verdadeiro e autêntico espírito da Liturgia, e depois acerca do sentido da frase: “no respeito à unidade substancial do Rito romano”, expressa nos livros litúrgicos. 

Com referência ao espírito da Liturgia não se pode duvidar que o Concílio Vaticano II entendia referir-se a uma realidade sempre presente na Igreja, mesmo se nem sempre vivida com igual acentuação. Uma coisa são as acentuações vitais que ao interno de um mesmo “espírito” a Igreja Ocidental e a Igreja Oriental, nas várias épocas culturais, sublinharam e favoreceram no Povo de Deus, e outra é o “espírito da Liturgia” no seu núcleo fundante e original.

Este “espírito” não deriva das formas exteriores, que, na maior parte, são provenientes das culturas nas quais o Cristianismo se difundia, mas é subjacente a elas como aquilo que lhes confere o ser, como instrumento e manifestação exterior de convergência da ação de Cristo e de sua Igreja em nível de graça invisível. É preciso recordar, além disso, que os Padres Conciliares, quando se referiam ao “verdadeiro e autêntico espírito da liturgia” , tinham presente quanto a Constituição sobre a Sagrada liturgia enuncia no seu proêmio (1´4) e na primeira parte do primeiro capítulo (5´13).

Se a Reforma litúrgica criou as condições e os meios para fomentar no povo de Deus o restabelecimento de um mais profundo sentido da “Igreja em oração” e da “oração da Igreja”, muito ainda resta por fazer para alcançar aquele objetivo, que sensibilize todos os fiéis de qualquer cultura. Muitos, talvez, se lançaram com ardor no novo, esquecendo-se do antigo. Outros permaneceram ligados às formas exteriores colocando em dúvida a necessidade de renovação, que era bem mais evidente e não podia se confundir com os desvios reprovados não somente pela autoridade competente, mas também pela maioria dos fiéis.

Se a Liturgia não levasse os fiéis a manifestarem com a vida o mistério salvífico de Cristo, Deus e Homem, e a genuína natureza da verdadeira Igreja, onde aquilo que é “humano se ordene ao divino e a ele se subordine o visível ao invisível, a ação à contemplação e o presente à cidade futura que buscamos” , não se poderia falar de atuação do verdadeiro e autêntico espírito da Liturgia. Deve-se firmemente compreender que se é uma importante tarefa investigar as formas em que é possível e obrigatório inculturar a liturgia, mais importante ainda e igualmente obrigatório é que a obra redentora de Cristo que está presente na sua Igreja, especialmente nas ações litúrgicas, seja percebida, atuada e vivida em cada povo e língua, para a glória de Deus e a santificação dos homens.

É dever dos Pastores guiar o povo que os foi confiado que, como todos os povos, tem necessidade de sinais expressivos de canto, de sentimento e devoção externa, para conjugar o verdadeiro espírito litúrgico com a sua verdadeira religiosidade, com a sua alma mais profunda.


Padre Anderson Marçal cursou estudos filosóficos no Instituto Canção Nova. Em 2004, iniciou os estudos teológicos em Palmas (TO), arquidiocese à qual pertence canonicamente. Ordenado sacerdote em 2007, padre Anderson é mestre em Teologia e doutor em Teologia Pastoral Bíblica-Litúrgica. Para o noticias.cancaonova.com, ele escreve mensalmente sobre Liturgia.


segunda-feira, 16 de setembro de 2013


Novas tecnologias ajudam a conhecer a Bíblia, diz bispo

Acessar a Bíblia no celular, fazer pesquisas sobre temas bíblicos na internet, participar de fóruns de debate sobre a Sagrada Escritura. Esses são avanços tecnológicos que configuraram novos hábitos e modos de conhecer a Palavra de Deus.  A rede e as ferramentas hoje disponíveis criaram um “espaço” propício à propagação do Evangelho.

O documento “Igreja e internet”, do Pontifício Conselho para as Comunicações, afirma que os católicos  “não devem ter medo de abrir as portas da comunicação social a Cristo, de tal forma que a sua Boa Nova possa ser ouvida sobre os telhados do mundo”. O documento enfatiza  o vasto alcance destes  meios e sua popularidade.

Uma realidade incentivada pelo presidente regional da Comissão para a animação  Bíblico Catequética, da CNBB, Dom Vilson Dias de Oliveira.  “As novas tecnologias são fantásticas (...),  abrem portas para que as pessoas possam crescer no amor à Palavra de Deus”. O bispo acredita que, principalmente para os jovens, estes meios, estimulam. “Conheço inúmeros jovens que carregam a Bíblia, o Catecismo e muitos outros documentos da Igreja em seus smartphones”.

A jovem universitária Gabrielle Sanchotene já se rendeu a essas facilidades. “Geralmente, carrego o tablet ou celular para onde vou, e isso possibilita que eu aproveite o tempo livre para estar em contato com a Palavra de Deus” . Por meio das redes sociais,  a jovem procura partilhar o que aprendeu no estudo Bíblico, evidenciando a interação e instantaneidade dos novos dispositivos.

“A utilização desses meios é irreversível e devemos nos adequar a eles”, afirma o sacerdote da Comunidade Canção Nova, padre Arlon Cristian. Ele "leva" no tablet a Bíblia, o catecismo da Igreja Católica, livros de estudo, além de acessar a internet para pesquisa. Porém, alerta: “Nós temos de dominar estes dispositivos e não deixar que eles nos dominem, nos distraiam”.

Essa é uma preocupação apontada também por Dom Vilson. “Na catequese, por exemplo, no encontro de jovens, posso usar os aplicativos para atrair a atenção da garotada, mas durante um retiro será conveniente? (…) O ser humano se distrai facilmente, perde o foco”, explica.

O bispo comenta sobre o uso de dispositivos móveis durante a Missa. "Posso tomar contato com a liturgia diária através do meu smartphone, mas devo fazer isso antes de ir à Missa, ou logo que chegar à igreja. No momento em que a Missa começa, minha atenção deve estar voltada para aquele momento", ensina Dom Vilson.

O acesso à Bíblia proporcionado pelos novos meios ajudam no crescimento da fé, aponta o documento "Igreja e Internet", desde que usados de modo correto. "Não adianta você ter o melhor carro e não saber dirigir, como não resolve ter a melhor cozinha do mundo, a mais equipada, e não saber cozinhar. É importante que as pessoas interessadas em conhecer melhor a Palavra estejam ligadas à comunidade, ao corpo da Igreja", conclui Dom Vilson.

Fonte: Canção Nova

domingo, 15 de setembro de 2013

No perdão está todo o Evangelho, todo o Cristianismo, diz Papa


Qual é a alegria de Deus? Foi o que perguntou o Papa Francisco na manhã de hoje antes de rezar a Oração mariana do Angelus na Praça São Pedro, cheia de fiéis apesar da chuva que caia sobre a Cidade Eterna. 

A resposta do Santo Padre foi imediata: “é perdoar, a alegria de Deus é perdoar! É a alegria de um pastor que reencontra a sua ovelha; a alegria de uma mulher que reencontra a sua moeda; é a alegria de um pai que recolhe em casa, o filho que estava perdido, estava morto, e voltou à vida. Aqui está todo o Evangelho, todo o Cristianismo! 

Acesse

O Papa disse isso recordando que na liturgia deste domingo, lemos o capítulo 15 do Evangelho de Lucas, que contém as três parábolas da misericórdia: a da ovelha perdida, a da moeda perdida, e depois a mais longa de todas as parábolas, típico de Lucas, a do pai e dos dois filhos, o filho "pródigo" e o filho que acredita ser o justo, o santo. Todas estas três parábolas falam da alegria de Deus, da misericórdia de Deus.

“Mas olhem que não é sentimento, não é “ser bonzinho”! Pelo contrário, a misericórdia é a verdadeira força que pode salvar o homem e o mundo do “câncer” que é o pecado, o mal moral, espiritual. Só o amor preenche os espaços vazios, os abismos negativos que o mal abre no coração e na história”.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Entenda o verdadeiro sentido da cruz para os católicos

 De acordo com a Igreja Católica, Jesus escolheu o caminho da Cruz para salvar a humanidade e manifestar o amor da Santíssima Trindade pelos homens. Com o objetivo de recordar a importância da cruz e venerá-la, a Igreja instituiu a festa da Exaltação da Santa Cruz, celebrada no dia 14 de setembro. Para os católicos, a cruz, como lugar do sacrifício de Cristo, é o princípio da salvação dos homens. Por isso, diz o Catecismo Católico, no parágrafo 617, a Igreja a venera professando nela sua esperança: "Salve, ó Cruz, única esperança". Opondo-se ao que comumente se pensa, padre Júlio César Evangelista Resende, Prior da Ordem da Santa Cruz no Brasil, afirma que a celebração do próximo dia 14 quer lembrar especialmente a glória da Cruz, muito mais que sua impressão de sofrimento e dor.

"A Cruz é vista como a glória de Cristo. A sua glorificação começa na Cruz - sinal da nossa salvação. A cruz tem um profundo significado de obediência e fidelidade de Cristo ao projeto do Pai. Ele esvazia-se de Si e por amor entrega-se à humanidade. A Cruz é também esse grande sinal de entrega de amor que possibilitou a nossa salvação", explicou o sacerdote.

De acordo com padre Júlio, os católicos devem olhar para a Cruz, sobretudo, como sinal de esperança; nisto consiste o seu sentido. Uma esperança que, segundo o sacerdote, culmina na fé na vida eterna. "Este caminho da salvação, por meio de sua morte redentora na Cruz, é a maneira pelo qual Ele [Jesus] nos salva e nos convida a acreditar Nele e ter a vida eterna", enfatizou padre Júlio.

A cruz sem o Crucificado

A cruz em si não tem nenhum sentido, diz padre Júlio, recordando algumas igrejas que têm a cruz, mas sem a imagem do Cristo crucificado. Isso, para o sacerdote, pode favorecer um esvaziamento do verdadeiro significado do crucifixo na vida dos fiéis, visto ser necessário o Cristo para seu completo sentido. 

“Pensar a cruz isoladamente é esvaziar seu primeiro sentido: a Pessoa de Jesus Cristo, em sua morte redentora”, completou.

Como utilizar-se da Cruz no dia a dia?

De acordo o prior da Ordem da Santa Cruz, os católicos não devem usar a cruz como amuleto, de forma supersticiosa, mas como sinal de sua adesão ao discipulado de Cristo.

“A cruz é um sinal da presença salvífica de Deus na minha vida, não um amuleto, mas sinal desse discipulado que assumo com Cristo, de caminhar com ele. E, claro, sinal dessa redenção, dessa morte redentora de Cristo, desse madeiro que se tornou local da sua glória. Não podemos entender como amuleto de sorte, se eu não usar estou desprotegido, mas como sinal da minha adesão a Cristo. Somos convidados a perceber a cruz que carregamos no peito a partir dessa perspectiva", explicou.

Fonte: Canção Nova

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Encíclica de Francisco ajudará a entender a pobreza


O Cardeal agostiniano Prosper Grech - que fez a última meditação antes de proceder às votações no Conclave que elegeu o Papa Francisco –, explicou que o Santo Padre está escrevendo uma encíclica sobre os pobres que também ajudará a entender melhor o voto de pobreza na Igreja. 

Em entrevista concedida ao Grupo ACI em Roma, o Cardeal de 87 anos disse que “não é fácil definir a pobreza porque este já não é mais um assunto de pobreza radical, mas uma encíclica sobre a pobreza ajudará as ordens religiosas a definir como vivê-la realmente nas nossas sociedades”. O Cardeal se refere à encíclica que escreve o Papa Francisco e que foi anunciada em maio por um bispo italiano. O texto teria como título “Beati pauperes”. 

A primeira Encíclica do Papa Francisco "A luz da fé" foi escrita com a contribuição de Bento XVI. Para o Cardeal, esta nova encíclica ajudará a definir “onde estamos em relação à pobreza” e precisou que o conceito varia de acordo ao lugar onde cada pessoa vive: “a pobreza na África significa uma coisa e nos Estados Unidos e Europa significa outra”. “É um assunto de proporção”, precisou.

Logo depois da eleição do Papa Francisco em 13 de março, o Santo Padre brincou com o Cardeal Grech: “bom, você nos deu uma boa meditação… mas olha o que saiu dela!”.

Cadastro Comunidade São Filipe


sexta-feira, 6 de setembro de 2013


Dia de jejum é significativo, diz Dom Leonardo sobre pedido do Papa

O Papa Francisco convocou toda a Igreja para um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, neste sábado, 7. O Pontífice convidou também os cristãos não-católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade a se unirem à iniciativa.

Este é o tema do Canção Nova em Foco desta semana, em que o jornalista da Canção Nova, padre Roger Araújo, conversa com o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Bispo auxiliar de Brasília (DF), Dom Leonardo Ulrich Steiner.
O secretário-geral da CNBB afirma que é muito significativo que o Papa tenha pedido um dia de jejum. Ele explica que jejum é esvaziamento, abertura, uma maneira própria de se portar diante da realidade frágil e finita da existência humana.



"Ali [na Síria] existe uma situação muito frágil. O jejum é uma disponibilidade interior para podermos compreender e assumir a realidade da nossa vida. No caso, o Santo Padre certamente está nos convocando ao jejum para podermos 'ouvir' melhor essa realidade da Síria".

Quanto a oração, Dom Leonardo destaca que ela é essencialmente diálogo e que não tem como resolver um conflito sem essa atitude. "Então se ele [Papa] nos convoca à oração, está nos convocando a um diálogo, uma escuta, para realmente podermos ir ao coração das pessoas, para que haja uma convivência fraterna e pacífica".

A CNBB tem motivado as Igrejas particulares a promoverem iniciativas para atender o convite do Papa neste sábado. "Um pedido muito forte, diria quase indigente”, comenta Dom Leonardo, que instrui os cristãos para se possível rezar em família, ou entre famílias, ou na própria comunidade paroquial.

"Na reflexão bíblica estaremos nos lembrarmos desse pedido do Santo Padre, certamente estaremos assim em sintonia com a Síria, mas especialmente em sintonia com o pedido do nosso querido Papa Francisco".

Ao final da entrevista Dom Leonardo reforça o convite de Francisco. "Que nós realmente façamos o jejum, não só o jejum das palavras, do silêncio, mas o jejum de alimento e de bebida, para podermos realmente dispor a humanidade a enfrentar esse conflito e realmente nos colocarmos em oração". 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Madre Teresa de Calcutá


Madre Teresa de Calcutá (1910-1997) foi uma missionária católica albanesa. Dedicou toda sua vida aos pobres. Logo cedo descobriu sua vocação religiosa. Com dezoito anos entrou para a Casa das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto. Preparou-se para o noviciado. Foi para Calcutá, ensinar geografia no Colégio das Irmãs. A miséria material e espiritual de tanta gente tocava o seu coração. Criou a Congregação Missionárias da Caridade. Em 1965 a Santa Sé aprovou a Congregação. Em 1979 recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Madre Teresa foi Beatificada pela igreja católica em 2003.

Madre Teresa de Calcutá (1910-1997) nasceu no dia 26 de agosto na Albânia. Filha de Nicolau e de Rosa. Foi educada numa escola pública da atual Croácia. Ingressou na Congregação Mariana, onde foi aperfeiçoando a formação cristã, ao mesmo tempo que tomava conhecimento da vida da Igreja. A miséria material e espiritual de tanta gente tocava o seu coração. Com o consentimento dos pais, entrou no dia 29 de Setembro de 1928 para a Casa das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, em Dublin, Irlanda. O seu sonho era a Índia, onde faria um trabalho missionário com os pobres. Com a orientação das irmãs, preparou-se para o noviciado . Em 24 de maio de 1931, fez votos de pobreza, castidade e obediência, recebendo o nome de Teresa.

Da Irlanda, partiu para Índia. Foi enviada para Darjeeling, local onde as Irmãs de Loreto possuíam um colégio. De Darjeeling a Irmã Teresa foi para Calcutá. Tendo frequentado uma carreira docente, passa a ensinar Geografia no Colégio de Santa Maria, da Congregação de Nossa Senhora do Loreto, em Calcutá. Mais tarde foi nomeada Diretora. Irmã Teresa gostava de ensinar, sempre dedicada e atenta a todos os problemas. Havia muito humanismo em suas atitudes, impressionava-se com o que via quando saia à rua. A pobreza, o abandono dos doentes e famintos, espalhados pela rua, tocava seu coração.

O grande desejo de se dedicar exclusivamente aos pobres e doentes a levou ao arcebispo Mons. Fernando Périer a quem expôs o seu plano. Ele a ouviu atentamente, mas negou o pedido. A Irmã Teresa voltou a sua lida diária, que cumpria cada vez com maior dedicação e entusiasmo. O carinho das alunas demonstrado de tantas maneiras e a amizade das companheiras não lhe fizeram esquecer a imagem horrorosa dos doentes e dos famintos que morriam pelas ruas de Calcutá. Um ano depois, foi ter novamente com o arcebispo. Mons. Périer escutou, mais uma vez, as razões da Madre Teresa. A sua simplicidade, fervor e persistência convenceram-no de que estava perante uma manifestação da vontade de Deus. Por isso, desta vez mais afável, aconselhou a Teresa pedir autorização à Madre Superiora.

A Irmã Teresa escreveu prontamente uma carta expondo o seu plano. A Superiora viu nessas linhas a expressão da vontade de Deus. O que aquela religiosa pedia era algo de muito valor. Respondeu-lhe nestes termos: "Se essa é a vontade de Deus, autorizo-te de todo o coração. De qualquer maneira, lembra-te sempre da amizade que todas nós te consagramos. Se algum dia, por qualquer razão, quiseres voltar para o meio de nós, fica sabendo que te receberemos com amor de irmãs."

Mons. Périer pediu autorização à Roma para a Irmã Teresa deixar as Irmãs de Loreto, para viver fora do claustro, tendo Deus como único protetor e guia, no meio dos mais pobres de Calcutá. A resposta de Pio XII chegou no dia 12 de Abril de 1948. Nela se concedia a desejada autorização sublinhando-se que, embora deixando a congregação de Nossa Senhora de Loreto, a Irmã Teresa continuava religiosa sob a obediência do arcebispo de Calcutá. Só em 08 de Agosto de 1948 ela deixou o colégio de Santa Maria.

Madre Teresa dirigiu-se para Patna, para fazer um breve curso de enfermagem que julgava de imensa utilidade para a sua atividade futura. Em 21 de dezembro obtém a nacionalidade indiana. Data que reunia um grupo de cinco crianças, num bairro pobre, quem começou a dar aula. Pouco a pouco, o grupo foi aumentando. Dez dias depois eram cerca de cinquenta crianças. Tendo abandonado o hábito da Congregação de Loreto, a Irmã Teresa comprou um sari branco, debruado de azul e colocou-lhe no ombro uma pequena cruz. Seria o seus novo hábito, o vestido de uma modesta mulher indiana. Com afeto, a irmã dava lições de higiene, muitas vezes iniciava a aula lavando o rosto dos alunos. Depois ia de abrigo em abrigo levando, mais que donativos, palavras amigas e as mãos sempre prestáveis para qualquer trabalho.

Em 19 de março de 1949, as vocações começaram a surgir entre as suas antigas alunas. A primeira foi Shubashini. Filha de uma rica família, disposta a colocar sua vida ao serviço dos pobres. Irmã Teresa aconselhava "Minha filha, pensa melhor, reza mais, daqui a algum tempo, vem ter novamente comigo". Era quase o mesmo conselho que Mons. Périer lhe tinha dado, tempos atrás. A jovem foi, prensou, rezou e no dia 19 de Março de 1949, dia de São José, era aceita na nova Congregação. Outras voluntárias foram se juntando ao trabalho missionário. Mais tarde chamadas de "Missionárias da Caridade".

A partir de 1949, começou a se formar uma pequena comunidade. Escolas foram abertas, enquanto continuaram as visitas aos bairros pobres. As vocações afluíam e a casa tornou-se muito pequena. O primeiro trabalho com os doentes e moribundos recolhidos na rua era lavar-lhes o rosto e o corpo. Ainda em 1949, a constituição das Missionárias da Caridade, começou a ser redigida.

A Congregação de Madre Teresa, foi aprovada pela Santa Sé em 7 de outubro de 1950. Em agosto de 1952, abre o lar infantil Sishi Bavan (Casa da Esperança) e inaugura o seu famoso "Lar para Moribundos", em Kalighat, ao qual dedica as suas melhores energias físicas e espirituais. A partir dessa data, a sua Congregação começa a expandir-se pela Índia e por várias partes do mundo. Na Índia, principia por Ranchi e continua depois por Nova Delhi e Bombaim, onde foi recebida pelo papa Paulo VI em 1964. A obra de Madre Teresa cresceu rapidamente.

Madre Teresa recebeu duas grandes salas de um edifício contíguo ao Templo da Deusa Kali, denominado "Casa do Peregrino" porque servia de dormitório aos peregrinos. Ela passou a chamar o local de Casa do Moribundo. Os sacerdotes, frequentadores do templo, não aceitaram a entrega de uma dependência sagrada a uma mulher católica, para eles era uma profanação. Observando o trabalho da irmã, mudaram seus pensamentos.

Na catedral do Santíssimo Rosário, em abril de 1953, as primeiras Missionárias da Caridade fizeram os seu votos religiosos. A ordem é aprovada pela Santa Sé e no dia 1 de fevereiro de 1965, com a aprovação pontifícia, estende-se por toda a Índia. No dia 26 de Julho de 1965 a aberta a primeira casa na América Latina, na Venezuela, na arquidiocese de Barquisimeto. Em 1967, abre uma casa no coração da cristandade, em Roma, por desejo expresso de Paulo VI. Mais tarde, João Paulo II lhe presenteia com uma casa dentro do próprio Vaticano. A partir de 22 de agosto de 1968, a Congregação estende-se por outras regiões: Ceilão, Itália, Austrália, Bangladesh, Ilhas Maurícias, Peru e Canadá. Em 8 de Dezembro de 1970, as Missionárias da Caridade abrem a sua primeira casa em Londres.

Em 1973, abre uma casa em Gaza, na Palestina, para atender os refugiados. Celebra a primeira Assembléia Internacional dos Colaboradores das Missionárias da Caridade, instituição cujo estatuto havia sido aprovado em 1969 e que reúne milhares de pessoas de todo o mundo. Em 15 de junho de 1976, precisamente em Nova York, funda o ramo contemplativo das Missionárias da Caridade. E em dezembro de 1976, inaugura centros de assistência no México e Guatemala.

Madre Teresa recebe o Prêmio Nobel da Paz, em outubro de 1979 e
nesse mesmo ano, João Paulo II recebe a Madre, em audiência privada e a nomeia "embaixadora" do Papa em todas as nações. Muitas universidades lhe conferiram o título "Honoris Causa". E em 1980, recebe a ordem "Distinguished Public Service Award" nos EUA. Anos mais tarde, será recebida por Mikhail Gorbachov e abrirá uma casa na Rússia. E no mesmo estava presente em Cuba. Em 1983, estando em Roma, sofre o primeiro grave ataque do coração. Tinha 73 anos.

Em setembro de 1985, é reeleita Superiora das Missionárias da Caridade. Nesse mesmo ano, recebe do Presidente Reagan, na Casa Branca, a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta condecoração do país. Em agosto de 1987, vai à União Soviética e é condecorada com a Medalha de ouro do Comitê soviético da Paz. Pouco depois, visita a China e a Coréia. Em agosto de 1989, realiza um dos seus sonhos, abrir uma casa na sua Albânia, sua terra natal. Em setembro de 1989, sofre o seu segundo ataque do coração e recebe um marcapasso. Em 1990, pede ao Papa para ser substituída no seu cargo, mas volta a ser reeleita por mais seis anos, até 1996.

Madre Teresa de Calcutá morre no dia 05 de setembro de 1997, depois de sofrer uma parada cardíaca. Uma fila interminável formou-se durante dias, diante da igreja de São Tomé, em Calcutá, onde o seu corpo estava sendo velado. Ao fim de uma semana, com milhares de pessoas ainda querendo dá o último adeus, o corpo da Madre foi transladado ao Estádio Netaji, onde o cardeal Ângelo Sodano, Secretário de Estado do Vaticano, celebrou a Missa de corpo presente. O mesmo veículo que, em 1948, transportara o corpo do Mahatma Gandhi foi utilizado para realizar o cortejo fúnebre da Mãe dos pobres.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Famílias de todo o mundo são chamadas ao dia de oração pela Síria

O presidente do Pontifício Conselho para as Famílias, Dom Vincenzo Paglia, divulgou nesta quarta-feira, 4, uma carta endereçada às famílias cristãs de todo o mundo. O arcebispo as convida a participarem do dia de oração e jejum pela paz na Síria, convocado pelo Papa Francisco, para este sábado, 7.

Dom Vincenzo Paglia pede na carta que os pais expliquem às crianças e aos jovens o que está acontecendo no mundo, a situação vivida pela Síria. O arcebispo ressalta que juntamente com a explicação, os pais devem "reforçar a esperança de paz oferecida por Jesus ressuscitado que reconciliou o mundo, não com gestos violentos e vingativos, mas com o dom de si mesmo". 


O presidente recomendou que os pais preparem uma "refeição simples e austera", explicando aos filhos o sentido do jejum. Segundo o arcebispo, o convite deve ser estendido aos avós, para que partilhem a experiência de ter visto tantas guerras no mundo. "Devem dizer o que significa viver sob as bombas e a incerteza do amanhã e qual era o significado da oração neste tempo”, destaca. 

A carta convida ainda os jovens a pedirem aos pais explicações sobre o sentido deste dia convocado pelo Papa. "Eles devem perguntar também os motivos pelos quais vale a pena continuar a viver neste mundo muitas vezes marcado pela morte e violência", ressalta Dom Vincenzo. 

"Juntos, à mesa, rezem pelas famílias da Síria, para as crianças que morrem todos os dias de fome, atingidas pelo ódio. Rezem para os governantes chamados a encontrar soluções para a paz sem violência", convoca o presidente.  A carta orienta ainda, que cada família encontre o modo mais adequado para se unir em oração. 


terça-feira, 3 de setembro de 2013


Bíblia muda rumo na vida de jovem após falecimento da mãe

Os cristãos consideram a Bíblia um livro sagrado, a Palavra de Deus para a humanidade. O jovem católico, Kaique Duarte também acredita nesta verdade e busca um contato diário com a Sagrada Escritura, utilizando-a como orientação para sua vida. 

Segundo Kaique, a Bíblia, celebrada pela Igreja neste mês de setembro, é um caminho para o encontro com Deus em meio à pluralidade de opções do cotidiano. "Hoje com tanta coisa pra ler, assistir e fazer, a Bíblia se torna um ponto culminante de encontro verdadeiro com Jesus, é a oportunidade que tenho de aprender com Ele um pouco mais todos os dias", afirmou o jovem de 19 anos, residente em Teófilo Otoni (MG). 

Estudante de Ciência e Tecnologia, Kaique faz o estudo bíblico todos os dias e busca levar os ensinamentos de Cristo para as situações do dia a dia. Na leitura da Bíblia afirma ouvir a voz de Deus e buscar os nortes para sua vida pessoal. Segundo ele, nenhuma decisão é tomada sem antes recorrer à Palavra de Deus. 

De fato, Kaique relata como a leitura bíblica influenciou suas decisões em um momento marcante da sua história: a perda da mãe, em 2011. No mesmo período, ele começaria a cursar Medicina na Universidade Federal de Minas Gerais. O jovem já havia perdido o pai anos antes, ficando somente com uma irmã. Diante disso, precisou escolher entre estudar ou cuidar da irmã. "Eu me vi em meio a uma decisão complexa e que mudaria os rumos da minha vida", recordou.

A decisão

Em meio à dúvida, Kaique procurou direção na Bíblia. "Foi quando Deus falou comigo por meio da passagem de Eclesiastes, capítulo 3, que afirma haver um tempo para tudo. Senti Deus me dizendo que não deveria ser impaciente e soubesse esperar o tempo certo. Desde então, optei por não fazer o curso e ficar em minha cidade. Tenho trabalhado muito o meu relacionamento com a minha irmã, e creio que se eu tivesse saído da cidade para cursar medicina, nem mesmo teria chegado onde estou hoje", disse o jovem, convicto. 

A certeza de que esta palavra se tratava de uma inspiração divina veio por um discernimento espiritual. "A palavra confortou meu coração", afirmou. "Era algo que eu já sentia e se confirmou na leitura dela. Eu realmente poderia ter ido embora, até mesmo para mudar de ambiente e mascarar a dor da perda, mas a partir dessa palavra eu escolhi o desafio de ficar e encarar para que minha dor não virasse um 'fantasma' que pudesse me escravizar e me atormentar". 

Diante disso, kaique explica que preferiu dar atenção a essa inspiração interior a tomar uma decisão racional e evitar um possível erro. "Eu posso tomar as decisões por mim mesmo sem refletir ou orar, sou livre pra fazer isso, porém não é conveniente que eu faça, porque as minhas vontades são falhas e egoístas mesmo sem que eu perceba", salientou.

O jovem, empenhado nos trabalhos de evangelização da Igreja, terminou o Ensino Médio em 2011; prestou vestibular e passou em três Universidades renomadas do país: Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade de Viçosa (MG) e Universidade Federal de São Paulo. Ambas para o curso de medicina. Após a escolha por ficar próximo à irmã, Kaique optou por cursar uma faculdade de Ciências e Tecnologia, na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha, em Teófilo Otoni.  

Para Kaique, ser um jovem contemporâneo, que busca alimentar a vida com a Palavra de Deus (para alguns, "ultrapassada"), representa um grande desafio, porém, viável e satisfatório, segundo ele. E testemunha que aquele que “busca conhecer a Palavra e praticá-la é muito mais feliz do que se vivesse nos padrões do mundo".

"Os tempos mudam é claro, porém, os ensinamentos de Jesus são imutáveis, e é perfeitamente possível vivê-los atualmente, não burlando aquilo que a Palavra diz, mas atualizando-a em minha vida, não de acordo com a minha conveniência, mas de acordo com o desejo pela santidade", reforçou.

A interpretação dos textos bíblicos

Não "burlar" aquilo que a Bíblia diz significa para Kaique interpretá-la segundo o Magistério da Igreja Católica, ou seja, segundo o discernimento dos Papas e bispos. Para evitar possíveis interpretações distorcidas, o jovem explica como procura entender o que está nos textos bíblicos. 

"Existem pontos na Sagrada Escritura que são metáforas, mas mesmo assim o ensinamento transmitido por meio delas é muito grande e essencial. É difícil saber aquilo que é ou não linguagem metafórica, por isso que eu sou muito cauteloso na hora de interpretar pontos que me deixam com uma 'pulga atrás da orelha'. Às vezes, não tem jeito, tenho que recorrer a um Padre para saber interpretar de maneira correta aquela parte", disse. 

Outro recurso utilizado por ele é o Catecismo da Igreja que apresenta a doutrina católica, assim como, a interpretação bíblica a partir da “Sagrada Tradição”, do Magistério, dos dados bíblicos contextualizados na cultura e história da época. 

O sacerdote da Comunidade Canção Nova, padre Roger Araújo, dá mais detalhes sobre como os católicos devem se relacionar com a Bíblia e como interpretá-la corretamente, sem distorcer o que a Igreja ensina.