terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Novo arcebispo toma posse em março



Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, scj, atual arcebispo de Florianópolis, será o novo arcebispo da Arquidiocese de Salvador. A cerimônia de posse deve acontecer no dia 25 de março, na Catedral Basílica, no Terreiro de Jesus, em Salvador, mas o horário ainda não foi definido.

Dom Geraldo permanece a frente da Arquidiocese de Salvador até a posse de Dom Murilo e a partir de então torna-se bispo emérito de Salvador. Com a aposentadoria, Dom Geraldo mantém as funções de cardeal, mas deixa de administrar uma diocese. Desde 2008, era aguardada a nomeação de um novo arcebispo para Salvador, pois seguindo o direito canônico, ao completar 75 anos, em outubro daquele ano, Dom Geraldo solicitou ao papa a aposentadoria.

A Arquidiocese de Salvador é a primeira diocese do Brasil e a partir dela todo o trabalho da Igreja no país foi sendo organizado. Atualmente, 15 municípios integram o território da Arquidiocese e juntos contam com uma população de mais de 3,5 milhões de pessoas de acordo com dados de 2009 do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Além da capital do estado da Bahia, integram o território da Arquidiocese o Recôncavo baiano, as ilhas e parte do Litoral Norte. O trabalho pastoral está distribuído em 112 paróquias e 4 capelanias militares.

Para animar a vida pastoral na Arquidiocese o novo arcebispo contará com a ajuda do bispo auxiliar dom Gregório Paixão, osb, cerca de 250 padres (entre diocesanos e religiosos), além de religiosas e milhares de leigos envolvidos com os movimentos eclesiais, pastorais e ações sociais.

Biografia de Dom Murilo – Catarinense de Brusque, onde nasceu a 19 de setembro de 1943, Dom Murilo teve a vocação sacerdotal despertada ainda quando criança. Em 1964 ingressou na Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus e iniciou o curso de filosofia. Cinco anos depois, foi ordenado, na sua cidade natal.

O início de seu ministério pastoral foi em Taubaté, onde trabalhou na Paróquia Sagrado Coração de Jesus (1970) e fundou o Movimento Shalom, para jovens. Sua ordenação episcopal aconteceu em Brusque, no dia 28 de abril de 1985, presidida por Dom Afonso Niehues, o mesmo que o ordenara padre 15 anos antes. Escolheu como lema episcopal: “Deus caritas est” (1Jo 4,16). Em 1991, assumiu a Diocese de Ponta Grossa, PR e seis anos depois, no dia 11 de julho de 1997, assumiu a Arquidiocese de Maringá, PR. Dia 20 de fevereiro de 2002 foi nomeado Arcebispo de Florianópolis, e tomou posse no dia 27 de abril de 2002.

É autor de vários livros, escreve em revistas e jornais e tem programas na televisão, sempre com o intuito de evangelizar. Dentre as obras publicadas, destacam-se: Shalom: A Paz ao Alcance da Juventude (Loyola); O Primeiro, o Último, o Único Natal (Loyola); Com Maria, a Mãe de Jesus (Paulinas); Um mês com Maria (Paulinas); Anunciai a Boa Nova (Canção Nova).
Fonte:Arquidiocese de São Salvador/Ba

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Grupo de louvor e adoração!!!!


É com alegria que anunciamos o início do Grupo de louvor e adoração da Comunidade São Filipe.Terá início no dia 27/01/11,quinta-feira às 19:30h.
Venha colocar-se diante de Jesus, sob a ação do Espírito Santo, para louvar e glorificar a Deus.
Participe e traga sua família!!!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Batismo do Senhor


Uma voz clama no deserto

Cortando a antiga terra de Israel de norte a sul, o rio Jordão devia sua importância aos acontecimentos históricos que transcorreram ao longo de seu curso, mais do que ao fato de ser elemento indispensável para a manutenção da vida naquele árido território.

Fora ele palco de muitos milagres e assistira a cenas grandiosas, nas quais brilhara a justiça de Deus. Contudo, por volta do ano 28 de nossa era, o que ocorreu ali superava de longe todo o passado. João, filho do sacerdote Zacarias, deixou seu isolamento no deserto e passou a percorrer a região do rio, "pregando o batismo de arrependimento para a remissão dos pecados". (Lc 3, 3).

A corroborar sua autoridade moral, tinha o Batista sua vida de penitente do deserto, extraordinariamente santa e mortificada: "Andava vestido de pêlo de camelo e trazia um cinto de couro em volta dos rins, e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre". Acrescia-lhe a reputação seu nascimento milagroso, de muitos conhecido.

Mais ainda: sabido era entre o povo eleito que fora profetizada a vinda de um precursor do Messias: "Como está escrito no livro das palavras do profeta Isaías: 'Uma voz clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas". (Lc 3, 4).

Suas exortações partiam, assim, de alguém com todas as credenciais de autenticidade para conduzir à conversão.


Grande comoção em Israel

Havia cerca de 400 anos que nenhum profeta fazia ouvir sua voz em Israel.

Nada mais explicável, pois, do que o alvoroço causado por São João Batista. De todos os lados afluíam multidões para ouvi-lo. Vendo-as diante de si, ele as admoestava, e suas palavras calavam fundo nas almas, levando muitas ao arrependimento: "Dizia ele: Fazei penitência porque está próximo o Reino dos céus". (Mt 3, 2).

Símbolo da purificação da consciência, necessária para receber esse "reino dos céus" que estava "próximo", o batismo conferido por São João confirmava as boas disposições de seus ouvintes. "Confessavam seus pecados e eram batizados por ele nas águas do Jordão", conta São Mateus (3, 6).

Israelitas de todas as classes acorriam ao profeta da penitência, dispostos a purificar o coração. Entretanto, havia também os opositores. Saduceus, fariseus e doutores da lei, que o viram inicialmente com bons olhos, não demoraram a votar-lhe profunda antipatia. Incomodados com sua extraordinária influência, irritados com as pregações, nas quais condenava os vícios em que eles incorriam, passaram a agir contra João. Questionaram seu direito de batizar e lhe prepararam armadilhas. Demonstrando grande sagacidade, São João não se deixou enlear.

Inexorável para com os hipócritas e os soberbos, o profeta mostrava-se doce com os sinceros e os humildes. "Preparai-vos!" repetia incansavelmente, "abri a via do Senhor!"

Apareceram-lhe discípulos, que o assistiam em seu ministério, e que passaram a constituir um modelo de piedade mais fervorosa. Enfim, sua pregação produzia um grande movimento popular rumo à virtude, como nunca se vira na história de Israel.

Encontro com o Messias

A missão do Precursor era preparar os caminhos do Messias. Vivia, portanto, na expectativa do encontro com Ele.

Não esperou muito tempo. Certo dia, notou a presença de Jesus no meio dos peregrinos. Tomado de sobrenatural emoção, inclinou-se para o recém-chegado, esquivando-se de Lhe dar o batismo: "Eu devo ser batizado por ti e tu vens a mim!"

Respondeu-lhe, porém, Jesus: "Deixa por agora, pois convém cumpramos a justiça completa". Obediente, São João O imergiu no Jordão.

Logo que saiu da água, Jesus se pôs a orar. Então o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre Ele na forma de uma pomba. "E ouviu-se dos céus uma voz: Tu és o meu Filho muito amado; em ti ponho minha afeição".

Missão encerrada

Algum tempo depois de batizar o Messias, São João caminha para o martírio, deixando a cena histórica, como ele mesmo havia predito: "Importa que ele cresça e que eu diminua" (Jo 3,30). Entrara em cena o Salvador, estava cumprida a missão do Precursor. Restava-lhe apenas o derradeiro ato de sua grandiosa vida: o martírio.

Conforme afirma São Tomás de Aquino, "todo o ensinamento e a obra de João eram preparatórias da obra de Cristo, como a do aprendiz e do operário inferior é preparar a matéria para receber a forma que há de introduzir o principal artífice".

Os grandes artistas tiveram aprendizes que pintaram as partes menos importantes de seus quadros, ocupando- se eles apenas dos aspectos essenciais. Também os grandes entalhadores tiveram auxiliares que afiavam as ferramentas, limpavam o ateliê, faziam as compras das madeiras apropriadas, etc.

Assim foi o trabalho de São João, preparando a vinda de Nosso Senhor.

Diante da altíssima vocação do Batista, os Doutores da Igreja exprimiram sempre grande admiração. São Tomás de Aquino, por exemplo, colocava João entre os profetas do Novo Testamento. Se o considerássemos do Antigo . dizia o Aquinate . Seria maior que Moisés.

Já São Francisco de Sales vê João como profeta do Antigo Testamento, a última luz da Lei mosaica e - diz sem titubear - a maior.

De qualquer modo, a grandeza de João era tal que o próprio Jesus declarou ser ele mais que um profeta, acrescentando este elogio supremo: .Entre os nascidos das mulheres, não veio outro ao mundo maior que João Batista. (Mt 11, 11).


Por que Jesus quis ser batizado?


O batismo conferido por São João não era da mesma natureza que o Batismo sacramental, instituído posteriormente por Nosso Senhor Jesus Cristo. Provinha verdadeiramente de Deus, mas não tinha o poder de conferir a graça santificante. O próprio Batista pôs em realce a diferença: "Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de lhe desatar a correia das sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo." (Lc 3, 16).

O efeito do batismo de João consistia num incentivo ao arrependimento dos pecados, explica São Tomás de Aquino.

Ora, em Jesus não havia sequer sombra de pecado, nem poderia haver, uma vez que Ele era o Homem-Deus. Não tinha, portanto, matéria para arrependimento e penitência. O que explica, então, que Ele tenha querido ser batizado?

Sujeitar-se à condição humana

Várias são as razões dadas pelos Padres e Doutores da Igreja.

Eis uma delas: quando o Verbo se fez Homem, Ele quis se sujeitar às leis que regem a vida humana. Por exemplo, obedeceu às leis que estavam em vigor entre os judeus, sendo apresentado no Templo após seu nascimento, sofrendo a circuncisão, e cumprindo os ritos da Páscoa judaica. Assim, quis também receber o batismo penitencial de João. Perdido no meio da multidão, Jesus . inocente . submeteu-se a um rito destinado ao pecador: "Convém cumpramos a justiça completa", justificou-se Ele perante o profeta.

Comentando essas palavras, Santo Agostinho diz que Nosso Senhor "quis fazer o que ordenou que todos fizessem". E Santo Ambrósio acrescenta: "A justiça exige que comecemos por fazer o que queremos que os outros façam, e exortemos os outros a nos imitarem pelo nosso exemplo".

Purificar as águas

Entre as dez razões enumeradas na Suma Teológica para o batismo de Jesus, São Tomás de Aquino coloca em destaque o objetivo da purificação das águas.

Citando Santo Ambrósio, diz o Doutor Angélico que "o Senhor foi batizado, não por querer purificar-se, mas para purificar as águas". Desse modo, continua ele, as águas "purificadas pelo contato com o corpo de Jesus Cristo, que não conheceu o pecado, tivessem a virtude de batizar". E conclui citando o mesmo argumento, de São João Crisóstomo, de que Jesus "deixou as águas santificadas para os que, depois, deveriam ser batizados".

Temos aqui um interessante problema teológico-metafísico: por que razão Deus escolheu a água como matéria para o Batismo?

A água é um elemento rico em simbolismo. Por exemplo, é uma imagem da exuberância de Deus. Basta considerar que três quartas partes da superfície da Terra são constituídas por água.

Também é símbolo de vida. É elemento essencial para a manutenção de todos os seres vivos. Quanto mais abunda a água numa região, maior é a quantidade de plantas e animais que ali se desenvolvem. Além disso, ela é o elemento preponderante da matéria viva, de modo tal que o próprio corpo humano é composto, na sua maior parte, de água.

Podemos considerá-la também um símbolo da bondade, do carinho e da magnanimidade de Deus para com a humanidade. Agrada ao ser humano vê-la cair, em forma de chuva, cristalina, refrescante, tornando fértil o solo, favorecendo as plantações, limpando o ar.

Vista por outro prisma, tem ela uma potência descomunal de destruição. Apesar de toda a técnica moderna, e de um presunçoso progresso que se julgou capaz de um dia conseguir dominar os elementos da natureza, os homens se espantam e se aterrorizam com a força destruidora das águas. E ainda nisso ela é para nós um símbolo, o do poder onipotente de Deus.

Por sua capacidade de lavar, ela lembra a limpeza espiritual. Por diversas vezes a Sagrada Escritura assim a ela se refere, como no seguinte trecho: "Derramarei sobre vós águas puras, que vos purificarão de todas as vossas imundícies e de todas as vossas abominações" (Ez 36, 25). Nessa passagem, o profeta Ezequiel prediz o batismo de São João e, mais especialmente, o Batismo sacramental, instituído por Jesus. Do mesmo modo, ele é referido por Zacarias, quando este diz: "Naquele dia jorrará uma fonte para a casa de Deus e para os habitantes de Jerusalém, que apagará os seus pecados e suas impurezas" (13, 1).

Nada mais conveniente, portanto, do que a água ser a matéria do Batismo. E nada mais adequado que Deus encarnado ter querido purificá-la pelo contato de seu sacratíssimo corpo.

Incentivo ao Batismo


Outro motivo, dos mais importantes, para o Senhor decidir sujeitar-se ao ritual do Jordão era estimular nos homens o desejo do Batismo sacramental.

A recepção do Batismo é necessária para a salvação, como demonstram as palavras de Jesus a Nicodemos: "Quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus"(Jo 3, 5). Pelo tom categórico da afirmação, avalia-se a importância desse Sacramento.

O batismo de João levava ao arrependimento dos pecados, mas não tinha o poder de perdoá-los. O Batismo sacramental, instituído por Jesus Cristo, tem efeitos infinitamente maiores.

Adão transmitiu a todos os seus descendentes a culpa original. O Sacramento do Batismo limpa a alma da mancha desse pecado, confere a graça santificante, eleva o homem à condição de filho de Deus e abre-lhe as portas do Céu. Ele é a chave de todos os outros Sacramentos, indispensáveis para o homem cumprir com fidelidade a Lei de Deus.

Tal é a grandeza e a eficácia do Sacramento do Batismo.

Exortação que permanece até o fim do mundo

"Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (Jo 1, 29), declarou São João Batista a dois de seus discípulos, indicando Nosso Senhor Jesus Cristo que passava.

São João Evangelista e seu irmão, São Tiago, que até então haviam seguido fielmente o Batista, compreenderam que Jesus era Aquele ao qual deviam entregar suas vidas. E deixando seu antigo mestre, procuraram logo o Senhor, pedindo-Lhe permissão para O acompanharem e viver com Ele.

Pelos séculos dos séculos, essas palavras do grande .profeta da penitência . ressoarão no mundo, convidando todos os homens a também colocarem seus olhos no Divino Salvador, a se encantarem com a figura d.Ele e . como católicos fiéis . a seguirem seus mandamentos, até o momento em que forem chamados para estar definitivamente com Ele, na vida Eterna.
Mons. João Clá Dias, EP
FONTE:arutos.org

domingo, 2 de janeiro de 2011

Epifania do Senhor


A festa da Epifania - também denominada pelos gregos de Teofania, ou seja manifestação de Deus - era celebrada no Oriente já antes do século IV. É uma das mais antigas comemorações cristãs, tal como a Ressurreição de Nosso Senhor.

Não podemos esquecer que a Encarnação do Verbo se tornou efetiva logo após a Anunciação do Anjo; entretanto, apenas Maria, Isabel, José e, provavelmente, Zacarias tiveram conhecimento do grande mistério operado pelo Espírito Santo. O restante da humanidade não se deu conta do que se passou no período de gestação do Filho de Deus humanado.

Por fim, nasce o Redentor, como um simples bebê. Quem, estivesse, porém, tomado por um dom do Espírito Santo, discerniria naquela adorável criança os resplendores dos raios de sua fulgurante divindade. Não se tratava de um ente puramente humano; àquela natureza se unia a própria Divindade : Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Ali estava o Homem-Deus.
Se, por assim dizer, no Natal Deus Se manifesta como Homem, na Epifania esse mesmo Homem se revela como Deus. Assim, nestas duas festas, quis Deus que o grande mistério da Encarnação fose revelado com todo o brilho, tanto aos judeus como aos gentios, dado o seu caráter universal.

No Ocidente, desde o princípio, celebrava-se o Natal a 25 de dezembro, e no Oriente, a Epifania a 6 de janeiro. Foi a Igreja de Antioquia, na época de São João Crisóstomo, que passou a comemorar as duas datas. Só a partir do século V é que no Ocidente começou a se celebrar a segunda festividade.

Em nossa atual fase histórica, a Liturgia comemora a Adoração dos Reis Magos ao Menino Jesus. Por outro lado, ainda permanecem alguns vestígios da antiga tradição oriental que incluía na Epifania, além da Adoração dos Reis, o milagre das Bodas de Caná e o Batismo do Senhor no Jordão. Hoje, em nossa Liturgia, as Bodas de Caná não são mais celebradas, e o Batismo do Senhor é festejado no domingo entre os dias 7 e 13 de janeiro.

Em síntese, podemos afirmar que a Epifania, ou seja, a manifestação do Verbo Encarnado, não pode ser considerada desligada da adoração que Lhe prestaram os Reis do Oriente. Nesta cena está concernido um público reconhecimento da divindade do Menino Jesus unida à Sua humanidade.

Fonte:arautos.org

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

A Comunidade São Filipe celebra o nascimento de Jesus


Após o tempo do advento, onde esperamos a vinda do Salvador, vamos então celebrar a vida.Hoje a partir das 23:30h vamos celebrar o nascimento de Cristo.No primeiro momento teremos peça teatral e meia noite a Missa de Natal presidida por Pe. José.
Participe e traga sua família!!!!
Que Cristo renasça todos os dias em nossas vidas!!!!
Paz e Bem!!!

Preparar a festa :a cena do presépio mostra a paz entre o homem e a natureza



A Igreja prepara os fiéis para celebrar o Natal do Senhor, abrindo-lhes os corações para entenderem o dinamismo da presença de Jesus Cristo em suas vidas. De fato, nossa prática religiosa não é estática, mas provocadora de atitudes que efetivamente modificam a realidade. Desejamos chegar melhores ao Natal que se aproxima e não nos conformamos em ser meros espectadores do acontecimento da Encarnação do Verbo de Deus. A cena do Natal é riquíssima em detalhes e pedimos a Virgem Maria que nos conduza pela mão, diante do grande painel pintado pela Trindade Santa.

A primeira cena é tão comum como extraordinária, o nascimento de uma criança. A Liturgia do quarto domingo do Advento faz ouvir Isaías (7, 10-14): "Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel". A Carta aos Romanos (1, 1-7) apresenta Jesus Cristo, Filho de Deus, "descendente de Davi segundo a carne" e o evangelista São Mateus conta como foi a "origem de Jesus Cristo". Deus quis percorrer o caminho da família humana, com todas as suas alegrias e vicissitudes. Deus quis sentir fome e frio, acolheu abraço e carinho de pai e mãe, foi peregrino e exilado, trabalhou com mãos de carpinteiro, alegrou-se com o dia a dia de Nazaré. Que nenhuma vida humana seja desprezada e maternidade e paternidade sejam de novo valorizadas!

A cena do presépio é descrita de forma a mostrar realizada a paz entre a humanidade e a natureza. Quantas pessoas já encenaram o Natal e ficaram contentíssimas até em serem a vaca ou o burrinho, presentes no divino estábulo da noite santa ou, quem sabe, entrar com uma fantasia de estrela falante! Mas todos querem entrar! Teatro muito parecido com a vida! Neste Natal, ninguém se envergonhe das emoções tanto ancestrais quanto verdadeiras. É tempo, sim, de gostar de ter pai e mãe, irmãos, gerações diversas em torno da mesa, histórias de família, ternura e carinho.

As narrativas evangélicas do nascimento de Jesus põem em relevo figuras simpáticas, os pastores de Belém. Neles, três atitudes são ressaltadas. De um lado, acolheram com alegria o anúncio, lá mesmo onde se encontravam, em seu trabalho cotidiano. Depois foram conferir de perto, saindo da rotina para maravilhar-se ao encontrar, com olhos novos, um Menino e Sua Mãe. Dali saíram, primeiros evangelizadores, espalhando a notícia, que era grande alegria para todo o povo. Natal se experimenta e se conta aos outros! A nós a mesma tarefa de acolher boas notícias, vivê-las em primeira pessoa e comunicá-las aos outros!

A delicadeza dos detalhes chega aos homens vindos de fora e de longe, que trazem o melhor que possuem, dando ao rei o ouro, a Deus o incenso e a mirra Àquele que passaria pelos vales da sombra da morte. Tem gente chegando neste Natal! Do longe-perto de nossa vida, há crianças, jovens e adultos que, neste ano, pela primeira vez tomam conhecimento do que ocorre.

Por causa dos magos vindos a Belém de Judá, até hoje trocamos presentes no Natal de Belém do Pará, como em todo o mundo. Que possamos colher as lições do Natal para sermos mais fraternos e solidários. Estes são os meus votos, destinados a todos os homens e mulheres, chamados por Deus a glorificá-Lo nas alturas do Céu, para que, na terra, amados por Ele e repletos de boa vontade, sejam felizes!
Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA
FONTE:Canção Nova

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Bispos auxiliares são transferidos para outras dioceses


Os bispos auxiliares da Arquidiocese de Salvador, Dom João Carlos Petrini e Dom Josafá Menezes da Silva foram nomeados respectivamente para as dioceses de Camaçari e Barreiras. O papa bento XVI publicou hoje pela manhã a nomeação do dois bispos e na Arquidiocese de Salvador o pronunciamento foi feito pelo Cardeal Arcebispo e Primaz do Brasil, Dom Geraldo Majella Agnelo através da Rádio Excelsior da Bahia.
Com as nomeações, o território da Região Episcopal São Tomaz de Cantuária composto pelos municípios de Camaçari, Lauro de Freitas, São Francisco do Conde, Terra Nova, Candeias, Dias D’Avila, Madre de Deus e São Sebastião do Passé será desmembrado da Arquidiocese de Salvador e torna-se agora Diocese de Camaçari. Ao todo a nova diocese tem 18 paróquias e nove municípios. A cerimônia de instalação e posse em Camaçari acontece no dia 19 de fevereiro e contará com a presença do Núncio Apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri.
Já para Barreiras ainda não há data de posse, mas a expectativa que a cerimônia aconteça em março de 2011. A diocese de Barreiras estava vacante deste agosto deste ano, com o falecimento de Dom Ricardo Weberberger. Até assumirem as dioceses, os bispos auxiliares continuam realizando as atividades que desenvolvem em Salvador. Hoje a noite, por exemplo, Dom Josafá Menezes dará posse ao novo pároco de Nossa Senhora de Lourdes, padre Kléber Santana, às 19 horas.
Durante o anúncio, Dom Geraldo agradeceu o tempo de serviço de Dom Petrine e Dom Josafá e destacou que Camaçari é mais um fruto de Salvador. “A Arquidiocese de Salvador agradece a Deus tantas iniciativas de que ela foi protagonista, primeira diocese do Brasil e também tantas inovações que tivemos e temos. Isso só me faz lembrar que foi com a ajuda de nossos bispos auxiliares que nós conseguimos. Que Deus abençoe estes pastores e dioceses.”

Fonte: arquidiocesesalvador.org.br